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terça-feira, 21 de abril de 2015
terça-feira, 7 de abril de 2015
Videos indicados no espaço OBA
Vídeos são uma boa alternativa de estudos de astronomia. Por isso mesmo, estamos sugerindo alguns disponíveis no YouTube. Confira.
Como funciona o universo [Estrelas - parte 2]
Como funciona o universo [Estrelas - parte 3]
O Nascimento do universo:
O Nascimento do universo:
Video 1
Vídeo 2
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Downloads
Para você que procura bons livros para estudar astronomia, saiba que temos algumas indicações e aí vai a primeira:
Livro Fascínio do Universo - PDF
O livro foi lançado pela Odysseus Editora em comemoração ao ano internacional da astronomia. Foi preparado pelos editores Augusto Damineli e João Steiner. Ótima sugestão de leitura.
Livro Fascínio do Universo - PDF
O livro foi lançado pela Odysseus Editora em comemoração ao ano internacional da astronomia. Foi preparado pelos editores Augusto Damineli e João Steiner. Ótima sugestão de leitura.
Sites e blogs para a OBA
Começamos com a indicação do site oficial da oba. Nele, você encontrará tudo sobre a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. É só clicar nos links abaixo para navegar:
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Kits Didáticos para o Ensino de Ciências
O Ministério da Educação deve distribuir, a partir de 2015,
kits didáticos desenvolvidos por cientistas para estimular o ensino de ciências
na Educação Básica. O material desenvolvido por cientistas da USP e UFRJ inclui,
por exemplo, microscópios para o estudo de organismos vivos e deve ser um
estímulo ao ensino de ciências. A notícia foi divulgada pelo Jornal da Ciência (SBPC). Uma ótima notícia para o ensino no nosso país.
Cerca de 22 mil escolas de ensino médio devem ser
atendidas com a distribuição de pelo menos um milhão de kits, que visam atender
ao ano letivo de 2015. Para a preparação dos professores para a utilização dos
kits, será montado um programa de educação à distância. Além disso, há possibilidade de que o projeto seja ampliado para atender também o ensino fundamental.
Assista agora a uma aula sobre ácidos nucleicos que mostra
na prática a utilização de um kit didático da experimentoteca.
Esta aula, desenvolvida por alunos do curso de Licenciatura
em Ciências Biológicas da Universidade Estadual da Paraíba, durante as
atividades do Estágio em Ensino de Ciências Biológicas (turma 2010.1 período letivo 2014.1), faz uso de um kit também desenvolvido pela USP. Kits didáticos se mostram muito úteis em aula como instrumento de demonstração de experiências ou apresentação de conteúdos, além de permitir que os alunos possam realizar por suas próprias mãos e mentes as experiências e atividades.
A equipe que desenvolveu o projeto noticiado pela SBPC é
formada pelos físicos Vanderlei Bagnato do IFSC da USP, Moyses Nussenzveig,
professor aposentado do Instituto de Física da UFRJ e Carlos Henrique de Brito
Cruz, do Instituto de Física da Unicamp e diretor científico da Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Beatriz Barbuy, do Instituto
de Astronomia da USP, as biólogas Mayana Zatz e Eliana Dessen juntamente com o
químico Henrique Toma e o matemático Eduardo Colli (também da USP).
Esta louvável iniciativa tem um enorme potencial, principalmente
quando se trata da falta de estrutura ainda enfrentada por muitas escolas.
Entretanto, não podemos subestimar o papel do professor e importância da sua
formação. Uma aula realmente atrativa, estimulante, como pode ser realizada através
desses kits (que permite inclusive que o aluno inove com base no mesmo), para ser
realizada efetivamente, requer compromisso e competência dos professores para
que a inovação realmente reflita na sua prática em sala de aula.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Pica-paus: Modos de Vida e Ameaças
| Em plena atividade: essa foto aí, mostra a vista a vista privilegiada (vizinhos sendo observados pela janela)! |
Ornitologia,
ou seja, o estudo de aves, não é a minha especialidade, mas observo aves desde
pequeno e de certa forma tenho sempre feito um pouco de “birdwaching”. A cor
vermelha sobre a cabeça indica se tratar de um macho (vermelho geralmente
sinaliza virilidade nas aves com dimorfismo sexual), e talvez, esse ninho não
seja ainda definitivo, já que algumas aves fazem ninhos que acabam não sendo
utilizados – o tempo dirá, mas pela frequência com que esses aí (sim são dois:
um com penacho vermelho na cabeça e outro sem) visitam e trabalham no ninho, em
breve, teremos filhotes aparecendo.
Vejam só, nosso agradável vizinho, sendo observado e percebendo isto. Foto: Janaína Araújo |
Bem, vamos
entender por que devemos nos preocupar com eles: os pica-paus são conhecidos
por terem o hábito de perfurar, com seu bico e crânio belamente adaptados, os ramos secos
de árvores dentro dos quais há larvas de insetos se desenvolvendo, as quais
constituem seu alimento. Para encontrá-las, essas aves comumente se valem de
boa audição e assim que acham seu alimento, começam com seu “toc-toc”
característico, perfurando a madeira e capturando as larvas. Encontrar alimento
não é o mais difícil, porque mesmo as árvores menores e até mesmo os arbustos
oferecem insetos se desenvolvendo no interior de seus ramos mortos. O problema
realmente é que eles nidificam no interior de troncos ou galhos velhos de
árvores e por isso necessitam de árvores grandes o suficiente para abrigar uma
“família”, o que está se tornando cada vez mais raro, já que com o
desmatamento, temos cada vez mais arbustos e menos árvores compondo a vegetação
secundária (que ressurge depois do desmatamento).
Os
ninhos feitos próximos às habitações humanas, podem ser um sinal ainda mais
claro de que está se consumando algo que
já suspeitamos há tempos: a redução da vegetação nativa põe em risco cada vez
mais aquelas espécies que necessitam do abrigo das matas para sua manutenção.
Muitas aves, mesmo podendo se alimentar em áreas antropizadas ou de vegetação
mais perturbada, encontram dificuldade para se reproduzirem na ausência de árvores
de grande porte (nessa lista, podemos incluir rapineiras, psitacídeos e os
próprios pica-paus), seja por fazerem seus ninhos no interior dos troncos, como
os periquitos, papagaios, araras, etc. ou por serem ariscas e geralmente
nidificarem em árvores altas (como os gaviões, milhafres, entre outras aves de
rapina). Portanto, esses adoráveis vizinhos merecem atenção mais do que
especial, pois além de estarem fora de seu habitat natural, o que os deixa mais
vulneráveis, podem estar sofrendo pela falta de lugar para reprodução, o
que é uma ameaça ainda maior.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Uma Aula de Geologia
O local
Pico do Jabre.
Um lugar a 1.197 metros de altitude na Serra de Teixeira, município de
Matureia, o ponto mais alto do estado da Paraíba. Local onde a pediplanação
traçou a linha entre o Planalto da Borborema e as terras baixas do Sertão e deixou um rastro de inselbergs de resistência. Um
belo lugar - diga-se de passagem- que merece que deixemos uma breve descrição para os
que ainda não conhecem.
O objetivo
Uma aula de Geologia para alunos dos cursos de Ciências Biológicas e Agroecologia da
Universidade Estadual da Paraíba, onde se pudesse visualizar diretamente
diversos aspectos dos processos e elementos formadores da paisagem, bem como a
própria paisagem resultante da história natural da região. Foi perfeitamente
cumprido: não só pela tranquilidade e oportunidades de aprendizado, mas também
porque poucas aulas nos deixam tão compenetrados quando as desse tipo.
![]() |
| Aula de campo regida pelo professor Ivanildo Costa para estudantes de Biologia e Agroecologia da UEPB. |
Mas
primeiro, pernoitar.
A viagem de ônibus de Campina Grande até
Matureia (cerca de três horas) foi tranquila, mas nem por isso deixaria de
pedir um bom descanso. Não diria que estudantes ansiosos para uma aula de campo
e que venham de turmas diferentes sejam prudentes para dormir cedo ao invés de
bater papo, mas o lugar era agradável (com uma aparência rústica para dar um
toque especial – Casarão do Jabre era o nome do hotel onde ficamos). No interior do casarão também funciona um museu onde coabitam armas arcaicas e peças sacras.
Entre jogos de
futebol na televisão, um jantar e a apresentação de músicos locais, boas
conversas entre amigos, professor e alunos... No fim, descansar um pouco para a
subida na manhã seguinte - e ela chegou rapidinho!![]() |
| Acordar cedo nem sempre é a atividade mais atrativa do mundo, mas lá estávamos nós (ainda que uns antes dos outros, claro), prontos para a subida no Pico do Jabre. |
Subindo...
Estar animado
por sentir a brisa às seis da manhã de um dia frio é algo que só uma boa
aventura justifica. Mesmo com a gente caminhando em aclive considerável, os
ventos se faziam sentir no começo e no fim da subida (o calor era mais forte a
meio caminho andado). E que subida! Uma paisagem a ser lembrada por um bom
tempo, onde o nevoeiro disputava com as árvores altas e repletas de epífitas,
qual seria a melhor cortina a reservar do nosso olhar a bela surpresa que nos
aguardava no topo, após todas aquelas curvas.
O Pico
O mosaico de
mata serrana e afloramentos rochosos avistados dos quase 1.200 m de altitude, com a região sertaneja servindo de plano de fundo, antes de qualquer
processo mental mais elaborado, antes de qualquer discussão teórica ou
explicação científica, já seria uma perfeita recompensa ao esforço da subida. Mas
como se não bastasse, nossa aula de Geologia realizada em campo preencheu de
significados aquilo que já era admirável por simples aparência.
Observações
As
regiões mais elevadas, como as serras que encontramos no Planalto da Borborema,
geralmente representam lugares relativamente mais úmidos, onde florestas
conspícuas podem ser encontradas; elas predominam na Zona da Mata, entre o
litoral e a caatinga, mas podemos encontrar formações florestais bem mais no
interior, em altitudes geralmente superiores aos 500m. Tais florestas são
bastante diversificadas em sua composição e são conhecidas por diferentes
denominações como Matas Serranas, Mata Brejeira, Brejos de Altitude.
![]() |
Os tufos verde-escuro sobre este tronco são musgos (Bryophyta). A planta um pouco maior em primeiro plano é uma pteridófita e as manchas esbranquiçadas no tronco são líquens folhosos.
|
De acordo com
Rocha & Agra (2002), a vegetação encontrada no Pico do Jabre é subcaducifólia
e mescla elementos florísticos das matas úmidas e caatingas. Andrade-Lima (1981), também observou a relação entre as maiores altitudes e formação de florestas no interior do Nordeste. A rocha aflora em
diversos pontos, permitindo que sejam visualizadas a rocha do pico (sienito) e
alguns processos e acidentes em sua superfície, permitindo a constatação de
alguns fenômenos que se mostram na superfície.
![]() |
| O pequeno círculo claro formado por material diferente da rocha circundante é um xenólito. |
![]() |
| Sulcos na superfície rochosa formados por intemperismo químico. |
A descida:
Já disse o grande Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena". Não diria que foi exatamente fácil largar o conforto de nossas casas, dedicar o nosso fim de semana e sacrificar horas de sono que são tão preciosas em tempos de estudo, mas fomos sabendo do cansaço, responsabilidades e coragem exigidos para uma experiência como essa. Em contrapartida, o desafio serviu mais para renovar as baterias do que nos desgastar:
não há como voltar sem um gás novo de lá!
Uma vez terminada a aula, ainda tínhamos um longo desafio: a volta para casa, começando pela descida que era igualmente cansativa, embora trazendo para os músculos anteriores da perna a força exigida do gastrocnêmio para a subida. Com um misto de saudade, alegria e uma vontade grande voltar lá em outra oportunidade, voltamos bastante satisfeitos e só um pouquinho cansados.
Literatura citada:
ANDRADE-LIMA, D. D. E. The caatingas dominium. Rev. Brasil. Bot, v. 4, n. 2, p. 149-163, 1981.
ROCHA, E. A.; AGRA, Maria de Fátima. Flora of the Pico do Jabre, Paraíba, Brazil: Cactaceae juss. Act. Bot. Bras., v. 16, n. 1, p. 15-21, 2002.
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